Guybrian Iernath

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Jovens elfos, com energia e ideais, partiram para e contra a Morte. Suas intenções: defender a pureza de Nymph’s Place dos necromantes, liderados por Aguizar. Eles não tinham dimensão do que enfrentariam. E muito menos do que realizariam.

Guybrian Iernath nasceu numa vila no extremo norte das terras élficas. Cresceu como qualquer criança de sua vila crescera antes dele. Jamais conheceu a morte, antes de vê-la em seu máximo nos campos destruídos pelas hordas do Mal. Nunca havia empunhado arma alguma contra nada, contra ninguém. Mas quando negro se torna o coração dos homens morte e guerra se apropriam da vida de todos.

Partira para a guerra. Lá, viu seus amigos morrerem. Viu-se perdido em meio ao Caos. Encontraria abrigo entre desavenças. Se fez reconhecer como o elfo que era. Liderou exércitos. Construiu amizades eternas. Encontrou inimigos mortais. E no fim, retornou como vitorioso.

A guerra destruíra muitos vilarejos. Muitos estavam sem casas. Outros vieram de terras distantes e não retornariam para seus lares. Muitos mortos, muitos incapazes de fazer qualquer outra coisa. A guerra havia chego ao fim. Era então a hora de reconstruir. E Guybrian construiu. Seus amigos o ajudaram como haviam ajudado sempre. Jilhérin, a cidade das estrelas nascentes, a cidade que nascera da esperança, do brilho de uns.

E após reconstruir, era enfim à hora de prosperar. E Guybrian, sábio como era, sabia que as coisas tinham suas horas certas. E como não poderia deixar de acontecer quando tudo era propício, casara. E teve sua herdeira. Uma bela elfa de olhos grandes, que eram a alegria de Guybrian. E mais do que a dele. Uma criança assim seria o sustentáculo da alegria de toda a cidade.

Mas as crianças crescem. E as meninas se apaixonam, mas do que os meninos, pois é da natureza das meninas amar mais, pois em certos momentos devem viver e amar por dois, e por isso Talize é sábia, pois somente as mulheres são suas escolhidas. Mas seu amado era pequeno perante ela. E isso sempre foi um problema para os que amam. E a criança largou o pai para viver seu amor. E Guybrian abençoou sua felicidade.

Porém o tempo nunca pára. E ele trouxe a morte desse herói de muitos. Ninguém pode lhe dizer palavras rudes. Um elfo valoroso que lutara em nome de seu coração. Seu coração era a casa de todos nós. E seu mausoléu se ergue em direção a primeira estrela do céu.

Sua cidade, contudo, perdera seu brilho de outrora. Ela brilhava como os olhos de seu fundador. E quando estes se fecharam para o sono eterno as sombras vieram na forma de um regente usurpador. A criança menor de um filho de dessa cidade. Que viria a se tornar o soberano da cidade das folhas douradas. Cor de ouro, mais forte, extraída das estrelas.

E aqui estamos. E não iremos para nenhum outro lugar…

 

(Texto de Thiago Paula, Clérigo de Talize Co-criador de Qeon).

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