A floresta dos Aurinos.

kptimeof

 

Transitavam eles pelas terras próximas a cidade dos Boroares. O medo dos Aurinos era grande, dizia-se que por esta floresta nada acontecia sem que eles soubessem, por isso não conversavam nada além do necessario. À noite com seu manto negro os cobrira mais uma vez, e longe de qualquer estalagem seus sacos de dormir pareciam ser as melhores opções.

Estavam cansados… Aqueles dias estavam sendo difíceis e tudo o que queriam era repousar. A linda elfa colocou encostado em um sólido carvalho seu valioso arco feito do mais lindo marfim de mamute, encontrados somente nas terras gélidas. A arma fizera sucumbir três dos gnoll’s que lhes havia atacado enquanto comiam a refeição da hora sem sombra.

Aquele ataque irritara Yir Meio-Elmo: lutar enquanto se come não é nada agradável, principalmente contra aqueles “malditos gnoll’s piolhentos” como ele disse. Seu machado como o arco de Veyla ferira mortalmente outros três dos gnoll’s e ele se deu por satisfeito. Nem reivindicou sua parte do espólio, que, aliás, não foi tão significativo daquela vez, mesmo para um bando de gnoll’s.

O mais novo deles, um sacerdote de Mohrnum, ainda estava surpreso com tudo aquilo. Combates, sangue, dor… Nada parecia fazer sentido. Mas ao se lembrar que os habitantes da vila que eles haviam encontrado no caminho antes do ataque estavam arrumando seus viveres em carroças e negaram a companhia do grupo apesar de sua insistência, ele pensou ser aquele fruto do trabalho daqueles homens, uma espécie de Tributo àquelas repulsivas criaturas.

O jovem acólito olhou para o céu na direção da pequena vila, e viu um clarão de luzes vindo do fogo de uma imensa fogueira e como ele queria acreditar talvez aqueles homens estivessem celebrando o grande triunfo de Mohrnum contra seu inimigo, encarnado na figura dos vis gnoll’s.

Ele suspirou, e então fitou seus amigos: Veyla estava preparando o coelho que o anão Yir e Oliver, um guerreiro (que ainda sofria com o ferimento que recebera de um dos monstros para defender o religioso) haviam caçado.

Então, o jovem sem se explicar desembainhara sua pequena faca e ajudou Veyla com o coelho, que sem entender o que se passava com o rapaz agradeceu a gentileza. E ainda, com gratidão, serviu a todos, pois sabia que a partir daquele dia sua vida mudara para sempre.

Pela primeira vez, ele percebera que junto de seus amigos era um herói, mesmo quando suas intenções demonstrassem aparentemente o contrario. O caminho da aventura era também o da justiça, e ele pode então entender o porquê de seu tutor o mandar para esta viagem.

A noite já se fazia avançar e o anão, bem como o guerreiro, dormiam. Veyla guardava a todos empunhando seu arco, e o acólito mesmo a contra gosto dormiu também, mas desta vez tendo a certeza de que estaria realmente seguro naquela noite, e todo o para sempre…

Daril, O mago

2 Respostas para “A floresta dos Aurinos.”

  1. Só quero saber se nessa floresta têm os Bucentauros.

  2. Ninguem (The Boss) Diz:

    kkkkkkkkkkk se tivesse esse jovem acólito nao estaria tao seguro assim!
    Só falta um Cavaleiro do Apocalipse: Divino, Xongão e Bucentauro!

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