Os dias de glória voltarão!

Postado em Uncategorized em janeiro 19, 2011 por patrickzanon

 

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Preparem-se aventureiros!

Nota de falecimento…

Postado em Golens, Obtuário, Piada Interna em julho 21, 2010 por patrickzanon

 

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A família de Loriel, paladino de Thenistry, vulgo Traira de Lyndara, cumpre o doloros dever de comunicar seu falcimento.

O corpo se encontra jazido na encosta  do monte dos reis de Labor aos pés dos golens erigidos em homenegem aos reis antigos da dinastia de Heifrick, o rei do nevoeiro.

Achei a imagem aqui.

Guybrian Iernath

Postado em Elfos, História, NPC, Nymph’s Place, Religião em maio 2, 2010 por mundoqeon

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Jovens elfos, com energia e ideais, partiram para e contra a Morte. Suas intenções: defender a pureza de Nymph’s Place dos necromantes, liderados por Aguizar. Eles não tinham dimensão do que enfrentariam. E muito menos do que realizariam.

Guybrian Iernath nasceu numa vila no extremo norte das terras élficas. Cresceu como qualquer criança de sua vila crescera antes dele. Jamais conheceu a morte, antes de vê-la em seu máximo nos campos destruídos pelas hordas do Mal. Nunca havia empunhado arma alguma contra nada, contra ninguém. Mas quando negro se torna o coração dos homens morte e guerra se apropriam da vida de todos.

Partira para a guerra. Lá, viu seus amigos morrerem. Viu-se perdido em meio ao Caos. Encontraria abrigo entre desavenças. Se fez reconhecer como o elfo que era. Liderou exércitos. Construiu amizades eternas. Encontrou inimigos mortais. E no fim, retornou como vitorioso.

A guerra destruíra muitos vilarejos. Muitos estavam sem casas. Outros vieram de terras distantes e não retornariam para seus lares. Muitos mortos, muitos incapazes de fazer qualquer outra coisa. A guerra havia chego ao fim. Era então a hora de reconstruir. E Guybrian construiu. Seus amigos o ajudaram como haviam ajudado sempre. Jilhérin, a cidade das estrelas nascentes, a cidade que nascera da esperança, do brilho de uns.

E após reconstruir, era enfim à hora de prosperar. E Guybrian, sábio como era, sabia que as coisas tinham suas horas certas. E como não poderia deixar de acontecer quando tudo era propício, casara. E teve sua herdeira. Uma bela elfa de olhos grandes, que eram a alegria de Guybrian. E mais do que a dele. Uma criança assim seria o sustentáculo da alegria de toda a cidade.

Mas as crianças crescem. E as meninas se apaixonam, mas do que os meninos, pois é da natureza das meninas amar mais, pois em certos momentos devem viver e amar por dois, e por isso Talize é sábia, pois somente as mulheres são suas escolhidas. Mas seu amado era pequeno perante ela. E isso sempre foi um problema para os que amam. E a criança largou o pai para viver seu amor. E Guybrian abençoou sua felicidade.

Porém o tempo nunca pára. E ele trouxe a morte desse herói de muitos. Ninguém pode lhe dizer palavras rudes. Um elfo valoroso que lutara em nome de seu coração. Seu coração era a casa de todos nós. E seu mausoléu se ergue em direção a primeira estrela do céu.

Sua cidade, contudo, perdera seu brilho de outrora. Ela brilhava como os olhos de seu fundador. E quando estes se fecharam para o sono eterno as sombras vieram na forma de um regente usurpador. A criança menor de um filho de dessa cidade. Que viria a se tornar o soberano da cidade das folhas douradas. Cor de ouro, mais forte, extraída das estrelas.

E aqui estamos. E não iremos para nenhum outro lugar…

 

(Texto de Thiago Paula, Clérigo de Talize Co-criador de Qeon).

A floresta dos Aurinos.

Postado em Conto em abril 30, 2010 por mundoqeon

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Transitavam eles pelas terras próximas a cidade dos Boroares. O medo dos Aurinos era grande, dizia-se que por esta floresta nada acontecia sem que eles soubessem, por isso não conversavam nada além do necessario. À noite com seu manto negro os cobrira mais uma vez, e longe de qualquer estalagem seus sacos de dormir pareciam ser as melhores opções.

Estavam cansados… Aqueles dias estavam sendo difíceis e tudo o que queriam era repousar. A linda elfa colocou encostado em um sólido carvalho seu valioso arco feito do mais lindo marfim de mamute, encontrados somente nas terras gélidas. A arma fizera sucumbir três dos gnoll’s que lhes havia atacado enquanto comiam a refeição da hora sem sombra.

Aquele ataque irritara Yir Meio-Elmo: lutar enquanto se come não é nada agradável, principalmente contra aqueles “malditos gnoll’s piolhentos” como ele disse. Seu machado como o arco de Veyla ferira mortalmente outros três dos gnoll’s e ele se deu por satisfeito. Nem reivindicou sua parte do espólio, que, aliás, não foi tão significativo daquela vez, mesmo para um bando de gnoll’s.

O mais novo deles, um sacerdote de Mohrnum, ainda estava surpreso com tudo aquilo. Combates, sangue, dor… Nada parecia fazer sentido. Mas ao se lembrar que os habitantes da vila que eles haviam encontrado no caminho antes do ataque estavam arrumando seus viveres em carroças e negaram a companhia do grupo apesar de sua insistência, ele pensou ser aquele fruto do trabalho daqueles homens, uma espécie de Tributo àquelas repulsivas criaturas.

O jovem acólito olhou para o céu na direção da pequena vila, e viu um clarão de luzes vindo do fogo de uma imensa fogueira e como ele queria acreditar talvez aqueles homens estivessem celebrando o grande triunfo de Mohrnum contra seu inimigo, encarnado na figura dos vis gnoll’s.

Ele suspirou, e então fitou seus amigos: Veyla estava preparando o coelho que o anão Yir e Oliver, um guerreiro (que ainda sofria com o ferimento que recebera de um dos monstros para defender o religioso) haviam caçado.

Então, o jovem sem se explicar desembainhara sua pequena faca e ajudou Veyla com o coelho, que sem entender o que se passava com o rapaz agradeceu a gentileza. E ainda, com gratidão, serviu a todos, pois sabia que a partir daquele dia sua vida mudara para sempre.

Pela primeira vez, ele percebera que junto de seus amigos era um herói, mesmo quando suas intenções demonstrassem aparentemente o contrario. O caminho da aventura era também o da justiça, e ele pode então entender o porquê de seu tutor o mandar para esta viagem.

A noite já se fazia avançar e o anão, bem como o guerreiro, dormiam. Veyla guardava a todos empunhando seu arco, e o acólito mesmo a contra gosto dormiu também, mas desta vez tendo a certeza de que estaria realmente seguro naquela noite, e todo o para sempre…

Daril, O mago

Mestre Ipê

Postado em Entes, Mundo, NPC, Qayon em março 18, 2010 por mundoqeon

Clay Jackson/Staff
Cattle graze at a field in Moreland Thursday.

Mestre Ipê (B entm D?/M?)

A história dos entes se confunde com a história do mundo. Estas criaturas habitam Qeon desde tempos imemoriais, segundo muitos, antes mesmo dos tempos dos dragões. Alguns sábios humanos defendem a tese de que eles são arvores que despertaram de um sono profundo, não tendo nada de diferente dos outros vegetais naturais. Outros acreditam que eles são uma entidade divina, o espírito coletivo de um(a) deus(a) antigo que repartiu sua alma em algumas (todas) as árvores, e continua a existir, embora com seu poder fragmentado.

Especulações a parte é fato que os entes mantêm silêncio sobre sua origem e destino, embora seja claro que eles atuem constantemente nos negócios dos humanos e das demais raças do mundo, sempre no sentido de preservar a natureza, por razões óbvias.

Entre esses seres nas terras de Lyndara um dos mais atuantes é Mestre Ipê, um Ente que mede aproximadamente quatro homens de altura e ostenta uma frondosa copa cheia de flores vermelhas que repousa sobre um caule espesso onde ficam suas feições, muito bem delineadas. A árvore ambulante tem uma voz pesada e ruidosa que ressoa na cavidade oca onde fica sua boca, e fala uma mistura de muitos idiomas, quando não apenas a língua dos entes, que é muito intrincada, pois além dos vocábulos conta com gestos e ruídos emitidos pelas árvores, como rinchar de madeira, riscar de galhos e gorgolejar de água em suas cavidades.

Ultimamente, Mestre Ipê tem residido perto de Ehdinor, nas florestas que circundam a cidade. Os cavaleiros da guarda do reino o viram andar ultimamente com os druidas da região, o que preocupa o rei, que segundo rumores, manda aventureiros constantemente rastrear os passos do monstro.

Mas os mais próximos da criatura atestam que o velho Ipê tem demonstrado cada vez mais sinais de senilidade. Confunde e esquece nomes, datas, lugares, pessoas (e tudo o que se pode confundir nãos e lembrar no mundo) o que tem levado seus amigos a ficarem muito tristes e a redobrar o cuidado com ele.

Sempre cordial com todos que compartilham seu amor pelo mundo, Mestre Ipê cuida dos seus até as últimas conseqüências. Ele já foi encontrado depois de meses conversando com Luriah, uma macieira que segundo ele era uma pessoa muito triste, ou mesmo festejando o brotar de grama em campos pelas planícies, cantando musicas em entês que podiam ser escutadas a dezenas de metros.

Enfim, há mais silêncios do que palavras na longa biografia de mestre Ipê, o que é lamentável para os que querem entender como as coisas aconteceram no mundo. Em meu único contato com o velho ente, ele apenas falou de um canário que nasceu em seus galhos, e chorou muito, por estar feliz por que aquele mesmo canário agora era pai. E cantando ele se retirou e me deixou cair uma das flores que ornam sua copa, que está num vaso que enfeita a minha sala de estar em toda a sua beleza e plenitude até hoje.

Velina, A Mãe Ursa da Terra das Serpentes

Hirma – Sentinela do pântano.

Postado em Alquimistas, História, Mundo, NPC em setembro 16, 2009 por mundoqeon

The Tree of Crows, Caspar David Friedrich

Hirma

(N ef Alq4/Apr4) – Arquiteto.

Lidbohn.

Hirma desde cedo manifestava uma grande tendência a vida fora das cidades,o que para os elfos cinzentos tende a ser raro. No entanto seus pais, nobres aventureiros que vieram da terra das águas, respeitavam a posição da filha mantendo-a constantemente na casa dos avós que ficava às margens do pântano Lidbohn. Certa vez brincando á beira de um dos riachos que alimentam o pântano a jovem elfa encontrou um grimório escondido dentro de uma fissura de uma arvore, e ao estuda-lo apaixonou-se pelas artes mágicas. Percebendo seu entusiasmo os avós de Hirma a enviaram para uma escola de magia, mas ao atravessar o pântano, este, mais uma vez, lhe reservou mais uma surpresa. Vivendo ali em uma cabana de madeira havia um homem que fabricava poções, antídotos e venenos e os vendia para as pessoas da grande cidade do Oeste. Seu nome era Krakomyr, que de imediato se apaixonou pela elfa.

Pra sorte de Krakomyr seu sentimento foi correspondido e Hirma então resolveu aprender alquimia com seu namorado, que mais tarde se transformara em noivo. Mas durante uma das madrugada quente, que se enfrentam nos verões do pântano, eles foram surpreendidos por uma estranha manifestação. As águas escuras do pântano começaram, simplesmente, a borbulhar sem parar. Cheio de coragem, Krakomyr resolvera tomar uma de suas poções que conferem, a quem as beber, a capacidade de respirar sob as águas. Após isso ao mergulhar no pântano não mais emergiu. Desesperada Hirma procurou ajuda na grande cidade e lá encontrou Earon,que descansava depois de uma de suas aventuras. Tomado de compaixão pela elfa, o sábio foi até o local.

Apesar de não ter encontrado ao menos o corpo do alquimista Earon descobriu que ali havia uma das muitas fissuras no mundo, por onde o deus do abismo poderia escapar e junto da nova amiga confeccionou uma forte barreira mágica com galhos e carcaças dos animais que se encontravam espalhadas no fundo do pântano para que isso não viesse acontecer. Feito isso ele a nomeou sentinela daquela fissura, e membro da ordem da luz.

Desde então a alquimista tem se tornado mais reclusa que de costume devido à saudade de seu amado. Esta situação esta tão grave que ultimamente ela só esta motivada a receber em sua casa membros da ordem. Guardião das Neves tem tentado, sem muito sucesso, animá-la quando a encontra nas suas visitas e nas reuniões da ordem. No entanto a alquimista parece afundar cada dia mais numa depressão terrível, o que a torna a personificação do ambiente decadente em que ela vive.

Quadro: The Tree of Crows, Caspar David Friedrich.

A Grande Praga

Postado em Conto, Fatos Históricos, História, Mundo, NPC em agosto 20, 2009 por mundoqeon

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“Eu tinha doze anos na época. Era o 904o ano após os grandes poderes terem se retirado deste mundo. Foi quando a Grade Praga aconteceu.

Eu morava na cidade de Whininwind, na terra das águas, o lar de todos os elfos, desde quando nasci. Criei-me nela também, e foi nela que comecei a ouvir sobre os segredos do mundo. Quando se é criança, percebem-se muito mais todos os mistérios do que quando se é crescido. E eu adorava ir à noite, escondido, para a taverna de meu pai para ficar ouvindo as estórias que os viajantes, que por lá aportavam, tinham para contar. Adorava também sentar nos jardins de Melien para ouvir os mais velhos contarem estórias fantásticas e assustadoras. E foi assim que eu soube, e todos os anteriores a mim, dos segredos que a capela de Vildile, que ficava próxima à cidade, guardava. Soube como eles guardavam mortos frescos de doenças antigas, como banhavam seus corpos em misturas para depois seus seguidores se banharem nelas também, e também como seus sacerdotes ficavam horas e dias recitando palavras a muito esquecidas sobre carniça e outras coisas em decomposição.

Mas foi em uma noite calma, porém sombria, que eu vi um sacerdote dessa igreja vil na taverna de meu pai. Eu me lembro, estava assustado com sua presença. Especialmente com o seu rosto. Aquilo não era natural! Ele estava suspirando e transpirando muito, a noite não estava tão quente para isso. Suas mãos estavam trêmulas, vacilou não sei quantas vezes ao segurar seus objetos, e por uma vez ou mais eu jurei que ele iria desmaiar. Mas então, ele, após um tempo de escrever uma carta e tomar um caneco de vinho, pegou suas coisas e saiu da taverna de meu pai de modo firme e imperioso.

Uns dois dias depois, notei em meu pai a mesma aparência apresentada pelo sacerdote que havia estado ali. Seus olhos estavam fundos, como os de quem não dorme a dias, sua tez muito pálida, suores pelo corpo, tonturas, sua língua estava amarela. Muitos dos que estavam na taverna também apresentavam essas mudanças, e mais uns mesmos dias após, quase todos em Whininwind também as apresentavam. Os poucos que resistiam a essa mudança iam fugindo com medo, muito mais dos rumores que contavam em relação a isso, do que pela mudança em si. Foi então, uma semana depois do encontro com o sacerdote e após toda a cidade, menos eu, ter contraído essa síndrome, que meu pai sugeriu que nos mudássemos. Ele achava que a maldição tinha vindo da capela da deusa da doença, e que a cidade estava assim por causa de alguma maldição vinda dela. Mal sabia ele que estava com a razão. Fomos então para a cidade de Oparin e nos surpreendemos ao encontrar algumas pessoas nessa cidade com os primeiros sintomas da tal doença. Então, no terceiro dia após a nossa mudança, meu pai apareceu-nos, desesperado. Ele apresentava pústulas amareladas pelo corpo, tais doíam e ele mal conseguia vestir suas roupas sem soltar um gemido que fosse. Minha mãe e meus irmãos a apresentaram no dia seguinte, e muitos outros também estavam assim após algum tempo.

Sendo assim, meu pai apelou para sua fé, e correu para a igreja de Melien, da qual era devoto. Contudo, surpreendeu-se ao encontrar uma multidão ao redor desta e mais ainda ao ver o clérigo Bulls, seu companheiro de agradáveis discussões, também na mesma situação que ele. Bulls disse que sua deusa não lhe dava os poderes necessários para curar-lhe tal enfermidade. E após descobriu-se que nenhum poder era capaz de fazê-lo. A notícia desta enfermidade espalhou-se como um rio de águas turbulentas que penetra no mar, e esta mais rápido ainda. Tal mal não respeitava qualquer limites. Praticamente quase todos os seres inteligentes estavam sendo contaminados por esta doença. Mesmo os elfos, com toda sua magia não era capaz de curá-la. Meu pai não resitiu aos sintomas posteriores: ele não conseguia comer, sua garganta estava completamente inflamada, seu olhos estavam amarelos, assim como suas unhas. As pústulas haviam estourado, e delas escorria todo o tempo um líquido amarelado e gosmento. Já não tinha forças para andar. Sua pele era quente como a pele de quem fica tempo demais no sol. Delirava. Tinha pesadelos todo e tempo em que estava dormindo, isso quando não estava desmaiado. No final, cerca de 3 semanas após terem começado os sintomas de tal peste, naum se reconhecia o físico de meu pai, homem vigoroso, uma caveira. Nem tampouco sua face, completamente devorada por tal praga que se alastrava mais e mais. Em um mês, desde meu pai ter se contaminado, quase toda terra dos elfos já tinha doentes, de todas as raças, humanóides, goblinóides, gigantes, criaturas místicas, apenas as plantas a os simples animais aparentavam passar imunes pelo mal que ficou conhecido com A Praga.

A Praga se espalhou rapidamente por todo o mundo conhecido. Heróis tombavam tão rápido como os mendigos. Ela não fazia distinção de poder, ela matava simplesmente o que conseguia tocar. Não foi difícil relacionar a capela de Vildile em Whininwind como fonte desse mal, uma vez que os primeiros doentes haviam vindo de minha cidade, e tão logo essa relações foi encontrada foi formado vários grupos independentes para poder partir em direção a essa igreja maldita em busca de uma cura. Tudo em vão. A capela aparentava ter sido a primeira a sofrer o mal d’A Praga, pois somente mortos foram encontrados.

Todos os esforço foram voltados para tal evento. A Praga mobilizou aliados e inimigos, mas muitos se aproveitaram de tal oportunidade. Contudo nenhum poder do mundo foi capaz de impedi-la de seguir seu caminho.

Porém a esperança começou a aparecer. Após quatro meses em que A Praga esteve presente no mundo, esta começou a declinar no que diz respeito ao número de vítimas, logo este número se tornou insignificante, somente casos isolados ocorriam, e no final ninguém mais havia adquirido tal enfermidade. Ela se saturou. Como que do nada, ela acabou, tão rápido como quando começou. Todavia, este mal que havia assolado o mundo deixou mortos por todos os lugares que passou, cerca de ¼ de toda a população do mundo, como estimou os sacerdotes de Derius, havia sucumbido para A Praga. Poderes no mundo desapareceram. Heróis valorosos, vilões inesquecíveis foram vencidos por um mal que não tinha lado em suas lutas.

E eu, até hoje, não sei como consegui sobreviver a tal crueldade, intacto, como único sobrevivente do que um dia foi Whininwind. Mas eu as vezes até consigo ver, em minhas memórias, o sacerdote de Vildile, que pareceu ter sido o primeiro a ter contraído A Praga, como que a sorrir para mim, quando eu o espreitava dos fundos da taverna, parecendo antecipar que eu viveria para ver a recompensa de sua deusa não só para ele, mas para todo o mundo.”

Dunoyrm Fulriun, Sábio, único sobrevivente de Whininwind, 108 anos e vivo.

(Texto de Thiago Paula, Clérigo de Talize Co-criador de Qeon).

Althanar.

Postado em Mortos-Vivos, Mundo, NPC em agosto 16, 2009 por mundoqeon

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(H/I ?m Ac6/C23/Esc5/G7) – Fanático/ Perfeccionista.

Terra dos Reinos.

Sacerdote de um deus de um mundo distante Althanar é um tipo de ser humano, se é que pode ser considerado um na Terra dos Reinos, de muitas peculiaridades. Vindo, segundo ele, de outro plano de existência o sacerdote desembarcou nas terras distantes para uma missão de reconhecimento, porém ele fora capturado ainda com vida pelo necromante e foi o membro da trindade que mais resistiu as investidas, não raro violentas e ao seu ver irracionais do arcano em seus experimentos.

Muito falante e extremamente religioso, Althanar é devoto de um deus de seu plano e por isso não usufrui os poderes concedidos por este, que segundo o religioso não é uma divindade tão poderosa quanto às outras de seu mundo.

Por isso o clérigo teve de se interar das artes da guerra com seu colega Hirelgom, por quem nutre um sentimento misto de consideração e ódio. Consideração por ele ser sempre dedicado a Anezca e ódio por entender que o guerreiro não comunga dos ideais de libertação seu e de sua colega alquimista. Para o clérigo Hirelgom trama algo contra ele e Anezca e por isso tem tentado se precaver estabelecendo alianças com os aventureiros que a trindade encontra.

Mas Althanar, como clérigo que é, continua suas pregações principalmente junto aos aventureiros e comerciantes que a trindade encontra pelo caminho e os maiores frutos de seu ministério são os magos da vila dos toldos que a mando do clérigo tem tentado construir um portal para que este volte para casa e os levem a seu mundo e estando lá conheçam o poder de seu deus.

Outra característica desta figura já quase que lendária é sua organização, coisa rara entre nômades como a trindade, no entanto é através desta qualidade do clérigo que muitas vezes eles se viram livres de grandes transtornos, como no famoso caso em que com apenas um pequeno bilhete de um príncipe que o clérigo guardava em seu manto há quase 15 anos os três puderam entrar em uma área que passara a ser dominada pelo mesmo nobre.

Talvez dentre os três o mais accessível e comunicativo seja Althanar, mas isso se explica pela grande solidão que ele sente, pois há muito tempo ele se encontra longe de sua casa e a sua saudade muitas vezes já foi exteriorizada em frenesis que custaram a vida de muitos.

Anezca tem constante compaixão por seu colega e não raro o consolar através de atos de carinho, mas isso a cada ano que passa tem sido mais ineficaz e a ira que ele vem nutrindo contra Hirelgom tem tomado as proporções de sua saudade, o que o faz ser o primeiro candidato a romper com os outros membros da trindade.

Hirelgom.

Postado em Mortos-Vivos, Mundo, NPC em agosto 15, 2009 por mundoqeon

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Hirelgom

(E hm Ap4/G18/Cav5) – Enérgico/Amargurado.

Terra dos Reinos.

Um dos cavaleiros das forças invasoras da terra de onde surgiu a trindade, Hirelgom era um dos mais devotados cavaleiros de seu regimento, tendo conquistado para seu rei, boa parte de suas terras. Mas durante o conflito seu poderoso senhor mandou que ele incendiasse casas de uma pequena vila que não tinham nem mais um homem sequer para sua defesa.

Transtornado, o cavaleiro procurou ajuda junto ao sacerdote das tropas que se encontrava no acampamento na ocasião. Chegando lá, Hirelgom acordou o representante dos deuses, pois já era noite, e lhe contou tudo que seu senhor havia lhe mandado fazer e pediu para que o curasse. Furioso o religioso amaldiçoou-o e retirou-lhe o titulo de nobreza, e mandou que saísse dali o quanto antes.

Arrasado com tudo aquilo, Hirelgom se entregou à tristeza e vagou sem rumo pelas terras devastadas pela destruição – em boa parte por ele causada -, até que numa noite já sem força alguma, pois não comera nada desde de aquele encontro com o clérigo, o guerreiro viu-se diante de um imenso abismo e em seguida tudo sumiu de sua frente e ele acordara com a aparência que tem agora, ao lado de seus dois colegas.

Normalmente irritado e angustiado o guerreiro é o membro do grupo que mais trabalho dá aos demais, sendo ele geralmente a origem de todos os desentendimentos dentre eles. Porém não há maior bravura nos combates que o que se vê quando ele entra em ação. Defensor ferrenho de Anezca, já chegou a matar cinco troll’s das cavernas simultaneamente, enquanto exploravam uma gruta, sem que ela percebe-se, dado que ela tem pavor destas criaturas.

Talvez este afeto que Hirelgom ainda nutre por Anezca seja a única motivação que o leve a prosseguir, pois ele não tem por que morrer nas condições em que se encontra. Isso por que nada tira de sua cabeça que ele ainda deve ser reintegrado o secto de guerreiros de seu senhor, para que possa se livrar de sua maldição, que para ele é um castigo dos deuses e não mero fruto de uma experiência arcana. Mas esta sua impressão sobre essa maldição não foi contada a nenhum dos outros membros da trindade, por dois motivos: isso o afastaria de Anezca, e impossibilitaria a sua reintegração ao exército de seu senhor, já que este em sonho mandou-lhe que continuasse a busca da “Mão decadente de Taleon”.

Anezca.

Postado em Mortos-Vivos, Mundo, NPC em agosto 14, 2009 por mundoqeon

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Anezca

(H mef Apr4/Alq20) – Autista/Tímida.

Terra dos reinos.

Criada em uma escola de magia, onde foi abandonada por seus pais Anezca é a única mulher da trindade. Sempre calada e taciturna, ela nunca fala mais que o necessário e talvez por isso seja considerada a mais sabia dos três.

Detentora do conhecimento de praticamente todos os feitiços alquímicos, ela é requisitada constantemente por colegas alquimistas de grande poder, muito embora nestes encontros prefira ensinar-lhes só o que ela considera necessário e adequado ao aluno em questão. Foi morta ainda jovem e lembra-se com freqüência de sua vida, o que a faz chorar quase sempre. Talvez esta dor esteja relacionada à perda de seu grande amor ou de seus pais. Mas isso são apenas especulações dado que quase nunca ela fala sobre seu passado. Anezca ainda conserva consigo um lindo amuleto que lhe fora doado por seu tutor antes do confronto que lhes tirou a vida. Segundo alguns o talismã possui propriedades mágicas dignas de ser considerado um artefato, teoria, aliás, que ganha respaldo devido às runas características de divindades antigas como o quase desconhecido “deus do abismo”. Mas a alquimista garante que a jóia não é mágica, visto que se fosse tão poderosa quanto se julga ela já a teria usado para se livra de sua maldição.

Sua atuação dentro da trindade é de conciliadora por ser ela a mais equilibrada dentre eles, e seus colegas sabem disso, e a respeitam muito e constantemente recorrem a ela em suas dificuldades. Esta postura adotada por Anezca tem influenciado a muitas aventureiras durante os anos o que, aliás, é uma das poucas coisas que ainda a deixa feliz.

Mas a serenidade da Lich de tempos em tempos, como acontece com os seus companheiros – apesar de em seu caso com menor freqüência – dá lugar a uma fúria descontrolavel, válvula de escape para a tensão de não poder morrer como todos. Após estes acontecimentos que por vezes acontecem Anezca tende a se refugiar em ruínas por dias meses e até anos o que tende a irritar seus parceiros, mas ambos sabem quem sem ela, caso venha a ser encerrada a maldição um dos dois iria tentar tirar a vida do outro, ou usaria de chantagem, pois em hipótese alguma – se não pela diplomacia de Anezca – eles andariam juntos.

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